Nádia e Paulo Sartori
Uma coleção privada de arte contemporânea brasileira, com prioridade à produção do Rio Grande do Sul, guardada em Antônio Prado, cidade da Serra Gaúcha tombada pelo IPHAN.
A construção da nossa coleção se iniciou de forma acanhada, mas, desde a primeira obra, carregada de muita emoção. Lembranças de um adolescente apaixonado por arte que ficaram adormecidas por anos, voltam com muita potência e são o motor de um processo sem volta. O prazer da busca, a expansão dos horizontes, a exploração do passado e o olhar para o futuro são questões muito caras e que nos possibilitaram aglutinar um conjunto de obras conciso e com múltiplos olhares sobre a produção artística nacional dos anos 1980 até os dias atuais, em especial a arte gaúcha. “Sonho utópico”. Assim é como definiríamos a possibilidade de uma exposição como esta há poucos anos. Porém, os ventos mudam e, depois de muito trabalho, é com muito orgulho e alegria que nossa coleção invade os salões do MARGS, o maior museu público do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez essa coleção privada vai a público. Há algum tempo já sentíamos isso, mas só agora é que temos a certeza de que o ato de colecionar é muito mais prazeroso se compartilhado. Sejam bem-vindos à Coleção Sartori!
Obras por década de produção
Antônio Prado
A coleção vive em Antônio Prado, cidade fundada por imigrantes italianos em 1886, na Serra Gaúcha, a cerca de 180 km de Porto Alegre. É o maior conjunto de arquitetura da imigração italiana do Brasil: 48 casas de madeira tombadas pelo IPHAN em 1990 — entre elas a Casa da Neni, o sobrado de 1910 que estampa a capa do catálogo da exposição no MARGS e hoje abriga o Museu Municipal.
Visitas à coleção acontecem mediante agendamento.
